A paz parte de nós mesmos!


20/06/2005


 Paz e solidariedade

A campanha da franternidade 2005 tem como tema paz e silidariedade. A rede globo nos dá atualmente ênfase a este tema com diversas campanhas. Vai ao ar durante todo o horário comenrcial. Em Porto Alegre o 1º Batalhão de Polícia está organizando com escolas do sul um ''troca-troca'' pela paz onde a criança entrega sua arma de brinquedo e recebe outro brinquedo sem vinculação com a violência.

Muitos artistas estão envolvidos nesta causa nobre. Há jogos organizados com missão de paz onde entram em campo Ronaldo, o fenômeno,David Beckam e Zidane. Atores da globo realizam passeatas, festas beneficientes, diversas formas. Em abri, Letícia Sabatella e Leonardo Vieira prestigiam ato público pela paz realizado pelo Sindicato de Trabalhadores Rurais (STR) de Rondon do Pará. A manifestação aconteceu na Praça da Paz em evento apoiado pela Comissão Pastoral de Terra (CPT) e movimento d trabalhadores rurais sem terras.

Paz é um tema sempre atual, um assunto sem fim. Ao falarmos de amor, fraternidade, caridade está incluído a paz. Herbert Vienna compôs uma música envolvendo todos esses temas e , como principal, a paz.

''Armas no chão, flores na mão, mas se o bom de viver é estar vivo, ter amor, ter abrigo, vivendo em paz prontos pra lutar, o soldado da paz não pode ser derrotado...''

Roberto Carlos, o rei, elogiou o CB Paz composto pelo Padre Marcelo Rossi. Disse ter se emocionado muitas vezes com suas canções. O Padre esteve com o rei em um show em São Paulo e ouviu elogios pessoalmente. O cd traz mensagens de paz, amor e fraternidade, repetindo o sucesso de vendas de disco anterior.

As crianças têm suas participações também, organizando passeatas e expondo cartazes nas ruas . Manifestações de escolas como as da rede municipal de ensino levam os alunos às praças para apresentarem suas mensagens pisitivas: exposicões musicais e poéticas ensaiadas ao longo do ano. O ato foi prestigiado palas autoridades do poder público, donos e professores da escola e da cidade.

Toda a comunidade está envolvida de diversas formas nessa campanha a fim de melhorar o mundo em que vivemos.

Escrito por Bruna, Nathália e Maura às 22h24
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Notícia 1

(retrata um fato em linguagem padrão e impessoal)

Troca-troca pela paz

Desarmamento infantil, não permitir que as crianças brinquem com armas, qualque brinquedo que estimule a violência. ''A criança entrga sua arma de brinquedo e, em troca, recebe um brinquedo sem vinculação com a violência.'' '' Esse desarmamento infantil tem um simbolismo inafastável: assim como a violência se aprende na prática, a convivência saudável e educação para cidadania percorrem também o caminho do exemplo e da ação.''

Notícia 2

Missão de paz

Um jogo de futebol beneficiente anual com renda para entidade da paz ''...para uma missão de paz. A atitude é um e xemplo para o mundo de como o esporte pode fomentar o bem.''

Reportagem

( informações mais aprofundadas sobre fatos, acrescentado opiniões e diferentes ponto de vista)

Conecção POA-Cabul une irmãos separados pelas guerras.

Durante dez anos dois irmãos estão separados pelas guerras. ''Apostando em um plano de reassentamento de refugiados da Nação Unidas, desembarcou em Porto Alegre em 2002.''
''- Agora temos programas com músicas e filmes- afirma, referindo-se a fazeres proibidos durante o regime de terror.-falta de solidariedade.''

Música -Herbert Vianna

  Soldado da paz

''...armas no chão, flores na mão, mas se o bom de viver é estar vivo, ter amor , ter abrigo, vivendo em paz prontos para lutar, soldado da paz não pode ser derrotado...''

Escrito por Bruna, Nathália e Maura às 22h23
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Entrevista

( colhe informações, opiniões, experiencias pessoais e profissionais de uma pessoa em destaque)

Jessica Stern

O terror vai aumentar.  A pesquisadora de Harvard diz que sem atender as demandas sociais não há como evitar a propagação de grupos terroristas.

Kátia Mello
Diz-se que o terrorismo não tem rosto. Sorrateiro, esgueira-se no limbo das ações proscritas e condenadas pela chamada civilização. No entanto, os terroristas são pessoas aparentemente comuns que escolhem o caminho da violência.  Durante quatro anos, a professora e pesquisadora da Universidade de Harvard Jessica Stern entrevistou e conheceu algumas dessas pessoas, transformadas em "inimigo sem rosto". Foram mais de 100 entrevistas com lideranças terroristas de todo o mundo, principalmente da Indonésia, da Índia, do Paquistão, de Gaza, da Cisjordânia e dos EUA – sim, eles também têm os seus homens-bomba. De Abdel Aziz al-Rantissi (líder do Hamas morto pelo Exército israelense no ano passado) a Michael Bray, pastor luterano que apóia o ataque a clínicas de aborto e o assassinato de médicos nos EUA, Stern tentou desvendar as raízes do terrorismo de fundo religioso.  Segundo ela, para se combater o mal, primeiro é preciso conhecê-lo.
O resultado do mergulho de Jessica Stern no submundo do terrorismo está no livro Terror em nome de Deus – por que os militantes religiosos matam (Editora Barcarolla, 2004), best-seller imediato nos Estados Unidos pós-11/9. Formada em química, no Barnard College, com mestrado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e doutorado pela Harvard University, Jessica Stern é uma das maiores especialistas em terrorismo e armas de destruição em massa do mundo. A seguir, os principais trechos da entrevista que a professora da Universidade de Harvard concedeu a ISTOÉ:

Escrito por Bruna, Nathália e Maura às 22h21
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 ISTOÉ – Como a sra. analisa o atentado que matou o ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri?
Jessica Stern – Os assassinos, sem sombra de dúvida, queriam tirar Hariri do cenário antes das eleições que acontecem em maio. Ainda não dá para dizer
se há alguma conexão com o Hizbolá (grupo radical xiita libanês apoiado pela Síria). O que se sabe é que os extremistas disseram que puniram o ex-primeiro-ministro por suas ligações com a Arábia Saudita. Hariri renunciou em outubro do ano passado em razão de uma disputa interna no governo. Ele queria a retirada das tropas sírias do Líbano.
 ISTOÉ – A sra. acredita que a guerra do Iraque transformou o país num pólo do terrorismo?
Stern – Não importa o que venha a acontecer no futuro, mas o fato é que a invasão do Iraque propiciou o surgimento de um novo tipo de terrorista que acumulou muito mais experiência. Esses terroristas são uma combinação de criminosos comuns, ex-soldados da guarda pessoal de Saddam Hussein, membros dos serviços de inteligência e militantes islâmicos radicalizados que vêm do mundo inteiro para o Iraque. A troca de experiência entre eles é definitiva para entender os novos crimes de terrorismo no mundo. Ainda não dá para saber exatamente como esses novos grupos agem, mas eles estão assumindo atentados conjuntamente. Uma das situações em que vemos vários grupos de terroristas agirem juntos é nos sequestros de estrangeiros.

 ISTOÉ – Em seu livro, Terror em nome de Deus, a sra. diz que quando os governos não dão conta de atender às demandas sociais abre-se um espaço para as práticas terroristas. Como se dá isso?
Stern – O Hamas (Movimento de Resistência Islâmica, grupo palestino da Cisjordânia), por exemplo, criou e mantém uma extensa rede de serviços sociais para a população palestina carente. Quando o Estado não se faz presente entre os despossuídos, abre-se espaço para o terrorismo, que usa esse sistema de proteção social para recrutar militantes. Essa idéia parece ser um tanto de esquerda, mas não é. É o mesmo sistema usado pelas gangues americanas.
 ISTOÉ – Por falar nisso, como a sra. vê os grupos Hamas e Jihad?
Stern – Quanto mais se avança no processo de paz, maior a chance de novos atentados, dos dois lados. Frequentemente notamos nas negociações para a paz que alguns membros das organizações terroristas desistem dos métodos violentos. Eles dizem assim: "Tudo bem, eu desisto do terrorismo, já fiz a minha parte." Mas outros, os chamados terroristas "profissionais", ficam furiosos e preferem não abandonar esses métodos. Vimos isso acontecer com o Exército Republicano Irlandês (IRA). Não podemos nos esquecer que há radicais dos dois lados: dos palestinos e dos israelenses. Judeus extremistas, como alguns colonos, são contrários ao desmantelamento dos assentamentos nos territórios palestinos. Eles já se envolveram em pequenas batalhas com as Forças de Defesa de Israel e a tendência é que isso continue.

Escrito por Bruna, Nathália e Maura às 22h19
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 ISTOÉ – Como são formados os novos grupos do terror?
Stern – Hoje, uma maneira importante de atrair jovens para essas organizações é através da internet. Esse método está se tornando bastante comum. E isso não acontece apenas com o recrutamento da rede Al-Qaeda de Osama Bin Laden ou uma organização terrorista em especial. Estamos notando o surgimento de um grande movimento terrorista mundial que não é apenas composto por grupos armados como o Taleban ou o Jihad. Assistimos ao surgimento de pequenas células terroristas espalhadas pelo mundo. Em muitos casos, esses grupos se autofinanciam, até porque ataques terroristas que usam homens-bomba, por exemplo, não demandam muita verba. A não ser em grandes ataques como o
do 11 de setembro, em que foram necessários muito dinheiro e muito planeja-
mento, fazer terror hoje é barato. Por outro lado, é interessante notar que, à me-
dida que os extremistas vão envelhecendo, se torna maior a tendência de eles trocarem os métodos violentos pela ação política. Por isso, geralmente as ações terroristas são executadas por jovens.
ISTOÉ – Como está a rede Al-Qaeda hoje? E como vê a atuação de Abu Mosab al-Zarqawi (suposto representante de Osama Bin Laden no Iraque)?
Stern – É muito difícil dizer o que é a rede Al-Qaeda hoje. Temos informação de que paquistaneses estão indo para o Iraque como membros da rede. Mas, sinceramente, acho que ninguém sabe ao certo quem são os novos integrantes da Al-Qaeda. Até porque existem voluntários para realizar atentados no mundo inteiro em nome da Al-Qaeda, sem exatamente pertencer à rede. O que podemos dizer com certeza é que hoje a Al-Qaeda se transformou em um grande movimento. Quanto a Al-Zarqawi, ele afirma estar trabalhando pelos objetivos da Al-Qaeda. Não sabemos exatamente se isso é verdade, porque não há como comprovar que ele foi aceito por Osama Bin Laden como um dos líderes da organização. Foi o próprio Zarqawi que anunciou essa aliança e não sabemos se ela é verídica.

 ISTOÉ – Governos como os do Irã e do Paquistão apóiam grupos terroristas?
Stern – Não sei muito sobre o Irã, mas minha intuição é de que há espaço para esse apoio. Em muitos governos, existem departamentos, ministérios ou secretarias que fomentam mercenários ou terroristas. Geralmente, são subgrupos dos serviços de inteligência. Isso não se observa apenas no Irã e no Paquistão, mas também na Indonésia. O governo diz que tem uma política anti-terror, mas parte de seu serviço de inteligência está operando de forma contrária. Às vezes isso é de conhecimento governamental e às vezes isso é feito de maneira obscura. Na Indonésia, além do serviço de inteligência, setores da polícia estão apoiando grupos terroristas. E esse é um jogo muito perigoso.

Escrito por Bruna, Nathália e Maura às 22h15
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 ISTOÉ – Que situações são mais propícias para o desenvolvimento do terrorismo?
Stern – Sabemos que a pobreza, por exemplo, pode ser uma razão para o crescimento do terrorismo em um país, mas não necessariamente em todos. É mais difícil o terrorismo se desenvolver nas autocracias e nas democracias. Paradoxalmente, o terrorismo tende a florescer em democracias que se tornam autocracias ou em regimes autoritários que estão se democratizando. Existem várias teorias que explicam o porquê desse fenômeno. Num país que está iniciando um processo de democratização, costuma ser bastante alto o nível de frustração, daí o clima para ações violentas. Já nas autocracias é mais fácil conter o terrorismo dentro das fronteiras desse país do que fora dele. Hoje o terror tornou-se um produto de exportação de alguns países, como o Egito. O governo egípcio conseguiu controlar o terrorismo em seu território, mas não pôde impedir que terroristas egípcios agissem em outros locais. Esses terroristas acham mais fácil combater um inimigo externo, como os Estados Unidos, do que ter que enfrentar seu próprio governo que consideram ser anti-Islã. É mais fácil crucificar os Estados Unidos, um aliado do governo egípcio, do que enfrentar a administração do presidente Hosni Mubarak, por exemplo. Mas se houver uma abertura do regime egípcio, certamente surgirão atentados dentro do país. O mesmo acontece com a Arábia Saudita.
 ISTOÉ – A sra. acredita que o terrorismo tende a crescer no futuro?
Stern – Sim, o terrorismo só tende a aumentar. Não há como derrubar os Estados Unidos por métodos convencionais...
 ISTOÉ – E quais são as maneiras para se combater o terrorismo?
Stern – Não podemos eliminar todos os terroristas do mundo. Por isso, temos que nos preocupar com quem se torna terrorista. Se prestarmos mais atenção ao fato de o Ocidente estar deliberadamente humilhando o Oriente, esse já será um grande passo. Se também questionarmos o montante de dinheiro que se gasta em uma guerra como a do Iraque, em que milhares de pessoas morreram desnecessa-
riamente, e como esse dinheiro poderia ser usado em ações que exatamente evitassem essa situação, provavelmente poderíamos ter melhor resultado. Uma das ações mais importantes é fazer a distinção entre criminosos, radicais e muçulmanos comuns. Dentro do grupo dos muçulmanos comuns existem seculares, moderados e fundamentalistas contrários às ações violentas para se alcançar um Estado islâmico. Esses muçulmanos comuns precisam ser integrados à comunidade internacional, e a democracia é um bom caminho para essa integração. Por outro lado, como menciono em meu livro, devemos estar mais preparados para a guerra psicológica, para desfazermos a auto-imagem do terror. Temos de mostrar aos militantes que seus líderes são corruptos, e não sagrados, como imaginam.

Escrito por Bruna, Nathália e Maura às 22h14
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Literários

Música
Soldado da paz- Paralamas do Sucesso

Não há perigo
Que vá nos parar
Se o bom de viver é estar vivo
Ter amor, ter abrigo
Ter sonhos, ter motivos pra cantar
Armas no chão
Flores nas mãos
E o bom de viver é estar vivo
Ter irmãos, ter amigos
Vivendo em paz
Prontos pra lutar
O soldado da paz
Não pode ser derrotado
Ainda que a guerra pareça perdida
Quanto mais se sacrifica a vida
Mais a vida e o tempo são seus aliados




Poema

Todas as pessoas querem viver
E o pior modo de viver é guerreando.


Algumas vezes a guerra é inevitável
Mas nunca é bom.
Bom mesmo é viver em paz.

Nada melhor que acordar, olhar a manhã e dizer para si mesmo:
“Não há nada a temer. A vida é bela”.

Nada pior do que estar na vida
Como num pesadelo
Em que a cada instante a morte gargalha.

O mais baixo dos sentimentos humanos é o ódio.
Não cria nada.
Não traz felicidade, mas desgraça.

Matar o filho do outro
Não faz reviver o teu filho

Matar o irmão do outro
Não faz reviver o teu irmão

Apenas gera mais ódio e fúria
E mais luto em tua própria casa.

A inteligência existe para tornar o homem melhor
Para fazê-lo compreensivo e cordato
Para que se entenda com os outros homens.

Com a inteligência distinguimos o justo do injusto.
A inteligência nos ensina
Que todos os homens têm direito a seu chão,
À sua pátria
E à liberdade de governar a sua vida.

Nenhuma força é capaz de apagar a injustiça
E domar o injustiçado
O caminho da paz é o entendimento,
Jamais a imposição e o terror.

Quem de fato desejaria um futuro de desgraças e morticínio?
Só a besta fera.

O homem sonha com um futuro de paz e felicidade
Que não nasce da violência
Mas do diálogo.

Todos os que se odeiam e se matam
Alegam razões para isto.
E ninguém os convencerá do contrário.
Só chegarão a um acordo
Quando se sentarem à mesa e disserem:

“Esqueçamos as ofensas passadas”.

Campanha de solidaridade:

A escola Xtreme a cada ano colabora com importantes somas de dinheiro para que as crianças passem um inverno melhor. A campanha está dedicada à compra de roupa e calçado para os mais necessitados de Bariloche, para ajudá-los a passar a dura temporada de inverno. O 100% do dinheiro coletado é destinado à compra de roupa agasalhada e calçado que é distribuida nos refeitórios comunitários da cidade de Bariloche..

Convidamos aos clientes da Escola a participar da campanha. Para este fim, na sede da escola Xtreme existe uma caixa de contribuição onde podem deixar a sua colaboração. Não pedimos nenhuma quantidade em especial. Toda colaboração é bemvinda! Nos ajude a ajudar aos que mais necessitam!

Escrito por Bruna, Nathália e Maura às 22h12
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Crônica
Por Andréa Tornielli

Testemunhar a paz 


Quando chegam à grande praça, lotada por 2.300 jovens, as delegações são acolhidas por aplausos ruidosos e toques de sinos. Desde as primeiras horas da manhã, mesclam-se bonzos em trajes cor-de-laranja, frades de todas as ordens e graus, peregrinos vindos de muito longe, bispos do Oriente e do Ocidente. João Paulo II está mais em forma que de costume. Dá para ver que considera um pequeno milagre ter podido convocar
e presidir essa reunião. A visão de conjunto do espaço sob a tenda, 1.200 metros quadrados,um palco vermelho ornado por uma grande oliveira, poderia parecer a do congresso de algum partido. Mas as palavras pronunciadas do púlpito de madeira escura são muito mais importantes que
as que se ouvem nos congressos de partido.
Assis 2002 começa com os "testemunhos pela paz" dos vários representantes religiosos. O mais prestigiado é certamente a de Mohammed Tantawi, xeque de Al-Ahzar, a grande Universidade do Cairo, que representa a máxima autoridade teológica e jurídica do islamismo sunita. Tantawi não veio pessoalmente.

A mensagem lida por seu enviado fala do valor da"cooperação entre
todos os povos em favor da benevolência e da piedade e contra a ofensa e a agressão", cita a surata do Alcorão que diz:"Não há imposição quanto à religião", e agradece ao Vaticano por seus apelos em prol do povo palestino. Todos os olhares estão apontados para os representantes muçulmanos. O empenho de alguns deles pela condenação do terrorismo e do uso distorcido da religião como justificativa para a violência e os atentados é um pequeno passo adiante.
A palavra passa em seguida ao rabino Israel Singer, do Congresso Mundial Judaico. Começa dirigindo-se ao Papa, de improviso:"Só vós, João Paulo II, poderíeis tornar possível uma reunião como esta". Depois de ler parte de um discurso aparentemente pouco pacifista, cheio de citações das ordens bíblicas a"combater os inimigos", Singer improvisa novamente e se refere à crise na Terra Santa: "Temos de nos perguntar se terras e lugares são mais importantes que vidas humanas. Enquanto não nos fizermos esta pergunta, não haverá paz. A paz é importante demais para que a deixemos nas mãos de generais e homens de Estado". É claro que Singer não representa todos os judeus, e suas palavras não são compartilhadas pelos radicais. Mas, se essa pergunta lentamente abrisse caminho nos corações daqueles que lutam entre si, talvez a paz estivesse mais próxima.
"Rezar não significa sair da história e os problemas que ela apresenta. Pelo contrário, significa enfrentar a realidade não sozinhos, mas com a força que provém do Alto, o poder da verdade e do amor, cuja derradeira fonte se encontra em Deus. Diante das ameaças do mal, o homem religioso sabe que pode contar com Deus, absoluta vontade de bem; sabe que lhe pode dirigir a sua oração para obter a coragem de enfrentar as dificuldades"
João Paulo II

Escrito por Bruna, Nathália e Maura às 22h11
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